CIÊNCIA / TECNOLOGIA

Apps financeiros ameaçam agências e podem ser canal nº 1 de bancos



"Eu só vou a banco atualmente para fazer depósito." Pagar contas, checar o saldo, financiamento. Tudo pelo celular. Quem dá a receita é o empresário Iberê Castro, de 65 anos. “Outra situação que me leva a banco é quando volta um cheque sem fundo de um cliente.” Aí, não tem jeito. É correr para o banco. Usuário assíduo do aplicativo GuiaBolso, que ajuda a acompanhar de perto o orçamento doméstico, ele é um dos brasileiros que têm fugido das agências bancárias e tem forçado as atividades financeiras a migrar da rua para as telas de celulares. E os bancos estão surfando nessa onda.

(O Brasil foi o país mais em que o download de aplicativos mais cresceu no terceiro trimestre de 2014. Dobrou em relação ao ano passado, segundo a consultoria para tecnologia móvel App Annie. Segundo o Ibope Media, 34% dos internautas brasileiros instalam pelo menos um aplicativo por semana.)

O app, conferido pelo menos cinco vezes ao dia por Castro, disparou na preferência dos brasileiros em 2014 e dominou a lista dos mais baixados da App Store por alguns meses. O administrador de empresas começou a utilizá-lo neste ano. Ele conta que o controle das contas domésticas é feito desde os 19 anos. Primeiro em agendas de papel, daí a planilhas eletrônicas, processadores de dados até chegar aos aplicativos.

"Eu ando mais devagar do que a molecada. O pessoal mais novo tem essa coisa do aplicativo, dos celulares e tudo mais na própria geração. Eu, não, venho me adaptando, então talvez eu tenha descoberto mais tarde as possibilidades do celular. Descobri o celular há três anos, não como telefone, mas como alternativa para substituir em boa parte do tempo o computador”, conta.

A automatização das receitas e das despesas foi o que encantou Castro no GuiaBolso. “Não precisa chegar no fim do mês e lançar cada uma das despesas”, diz, acrescentando que o app “poupou a programação da planilha, os lançamentos que eu tinha de fazer individualmente”.

Bancos
O aplicativo acessa os dados da conta bancário apenas para categorias em uma plataforma acessível os gastos realizados e informar detalhes do saldo. A agilidade foi responsável para o app deixar para trás serviços para smartphone dos mais populares bancos brasileiros. Isso não quer dizer, porém, que os apps das instituições financeiras estão às moscas. Pelo contrário.
Ao todo, informaram ao G1 contar com 15,9 milhões de clientes: Banco do Brasil (9 milhões), Itaú-Unibanco (3 milhões), Caixa Econômica Federal (1,7 milhão), Santander (1,7 milhão) e HSBC (550 mil).

Fonte: G1
Foto: Victor Moriyama/G1

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