Ciência / Tecnologia: Sensor da USP identifica se paciente pode sofrer de pressão alta no futuro

Sensor da USP identifica se paciente pode sofrer de pressão alta no futuro



Um sensor desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), identifica se o paciente tem a predisposição para hipertensão arterial, pressão alta. O objetivo é diminuir o custo e facilitar o diagnóstico, passando de 4 horas em um teste convencional para apenas cinco minutos no sistema de sensor eletroquímico. Ainda não há previsão para a comercialização.

O procedimento começa com a coleta de material genético, por meio de sangue, saliva ou cabelo. Segundo a pesquisadora Juliana Bernardi, a amostra é colocada em contato com o chip, onde o DNA vai ser avaliado para verificar se há falha específica, que leva a predisposição para a doença.

A identificação precoce da hipertensão é fundamental para o controle da doença. A pesquisadora afirmou que o método é mais rápido e custa bem menos que o convencional. “Hoje, a analise é demorada e dá muito trabalho para ser realizada. São equipamentos e técnicas muito sofisticadas e com alto custo”, disse.

“O sensor busca identificar um erro no gene da enzima conversora de angiotensina I, responsável pela pressão arterial. Caso o sensor não registrar uma resposta referente a esse gene provavelmente esse individuo não vai ter essa pressão arterial no futuro”, explicou Juliana.

O professor do IFSC- USP Valtencir Zucolotto explicou que, por enquanto, o equipamento está sendo usado somente para experimentos e já foi apresentado em congressos científicos da área médica.

“Os passos daqui para frente referenciem com ajuda da Agência USP de Inovação e levar essa tecnologia para o setor privado interessado. Se houver interesse na comercialização, podemos trabalhar junto com alguma empresa para transformá-la em um produto para que em alguns anos chegue a disposição de pacientes e da comunidade médica”, disse.

Sintomas
A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica causada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias, que distribuem o sangue bombeado pelo coração para o nosso corpo. Além de fatores genéticos, ela é causada por obesidade, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. A doença ainda pode levar ao infarto e a doenças renais. O Ministério da Saúde estima que, no Brasil, 15 milhões de pessoas sejam hipertensas, mas muitas não sabem.

Fonte: G1
Foto: Wilson Aiello/ EPTV
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